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Festa Junina: roupas e acessórios tem saltos de até 50% nas vendas

quarta-feira, 13 de junho de 2012


O mês de junho é contemplado com dois grandes momentos para Comércio: o Dia dos Namorados e as festa juninas. O primeiro é tradicionalmente uma das datas mais representativas para o Setor. "Em Mato Grosso a data ganha do Dia das Mães, ficando no posto de segundo Natal", lembra Célio Fernandes, vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá. O segundo, que movimenta as duas últimas semanas do mês, provoca altas sazonais de até 50% em segmentos específicos, como o de lojas de variedades que comercializam fantasias para a data.
Segundo Daniela kamachi, proprietária da Loja Japonesa, o aumento sazonal na comercialização chega a 50% por causa das festas juninas. Sendo para ela os meses de junho e julho considerados o segundo natal. "No estabelecimento, encontra-se desde os acessórios até as roupas, para homem e mulher, e de crianças a adultos".
Ela conta que trabalha com preços acessíveis. "São peças que serão pouco usadas. Como é um mercado muito sazonal não praticamos preços muito altos". É possível encontrar chapéus que custam entre R$ 2,00 e R$ 5,00, por exemplo. Vestidos estão na faixa que vai de R$ 28,00 a R$ 50,00. Escolas costumam comemoram a semana com danças e festas, o que responde por boa parte do consumo de fantasias e acessórios juninos.
Além disso, ela costuma investir em peças que estão na moda. Atualmente, em função de uma novela, as escolas estão promovendo festas com temática ligada a empregadas domésticas, explica a empresária. "Em 2012 o mês de junho deve superar igual mês do ano passado em 20%", acrescenta.
Para os supermercados neste junho, frente ao ano passado, as vendas devem ser 8% maiores. Vale ressaltar que aumenta também a venda de milho e pipoca e amendoim, entre outros itens, acrescendo até 20% na procura destes produtos. No entanto, mesmo sendo significativo o aumento, no balanço geral, não acresce muito ao resultado financeiro da semana. Os vinhos ficam com aumento de 15%, pelo preço pontuando expressiva venda.
"É uma data em que há muitas oportunidades para o lojista, se ele estiver adequado vai aproveitar para alavancar suas vendas. Pode parecer que esse momento contempla um nicho muito específico de mercado, mas é possível aproveitar o momento para trabalhar o marketing e atrair o cliente", finaliza Fernandes.

Luiza Trajano “transforma” faxineiras em assessoras de marketing

sábado, 5 de novembro de 2011

Na tentativa de entender melhor as aspirações da chamada nova classe C, a empresária Luiza Trajano, fundadora e presidente da rede Magazine Luiza, transformou temporariamente três faxineiras do grupo em “assessoras de marketing”, como contou durante evento da revista britânica “ The Economist”, nesta sexta-feira em São Paulo.
“Mandei as três viajarem a Porto Seguro pela primeira vez de avião”, conta, lembrando que milhões de brasileiros que nunca usaram transporte aéreo devem ter a mesma experiência no próximo ano. “Viagem gera consumo – é um presentinho de lembrança para amiga, um tênis novo, uma roupa nova”, disse a empresária.
Foto: AE Ampliar
A empresária Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza
Trajano disse ter ficado surpresa com o resultado. “Tem coisas que elas nem sonhavam que podem ter [no avião]. Por exemplo, não sabiam que a mala não ia junto [com o passageiro]”, disse. “Elas também disseram que tinham que revezar a janelinha, porque as três queriam ir."
Além das curiosidades, a empresária extraiu percepções importantes para o negócio. “Uma coisa que ficou clara é que elas contam tudo para as amigas. Por isso as redes sociais têm crescido tanto”, disse Trajano, que recentemente decidiu apostar na venda direta através dos sites Facebook e Orkut.
Possível ministra
Convidada pela presidenta Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Micro e Pequena Empresa, ainda a ser criado, a empresária também abordou o tema no evento da “The Economist”. Apesar de dizer que não tomou uma decisão e que evita falar sobre o assunto, ela deu a entender que focaria o trabalho no microcrédito e na formalização desse tipo de negócio, caso aceitasse a proposta.
“Sou apaixonada por micro e pequenas empresas, são elas que seguram o emprego no país”, disse. “Faço trabalhos para ajudar pedreiros e eletricistas a se formalizarem, porque isso é fundamental. O Brasil não pode ter uma lei geral que ignore as pequenas empresas, ou seja, elas não podem responder [a exigências de formalização e tributárias] da mesma forma que uma grande empresa”, afirmou.
Perguntada sobre quando daria uma resposta, a empresária tergiversou. “Se for pro bem do Brasil e pro bem da minha empresa [ou seja, se for possível ela deixar a presidência da rede sem prejuízo ao negócio], vai acontecer alguma coisa”, afirmou. “Deixa [o Governo] criar o ministério primeiro, tem gente que acha que tem muito ministério, pode ser até que nem seja criado”, disse.