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Dilma Rousseff defende redução de juros.

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Em meio a números fracos sobre o crescimento da economia, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira ser necessário reduzir o custo de capital no País e que isso significa mais cortes de juros.
Qual é a nossa diferença que explica - tecnicamente, não estou pedindo explicação política para isso - juros que não se compadecem com a qualidade da nossa situação econômica, questionou Dilma em discurso em Belo Horizonte, durante cerimônia relativa a projeto de modernização do anel rodoviário da capital mineira.
Porque, além de termos a inflação sob controle, somos um país que fez o dever de casa e temos as finanças públicas sob controle, acrescentou.
A presidente também fez uma defesa de políticas do governo que estimulam o consumo e priorizam a produção de conteúdo local. Temos ainda um consumo extremamente deprimido nas classes mais populares, disse a presidente.
Não temos nível elevado de endividamento das famílias, assegurou Dilma, que também negou a existência de uma bolha no setor de construção civil, aquecido pelos investimentos do governo no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
A presidente foi enfática ao rebater críticas a políticas de estímulo ao conteúdo nacional nas compras governamentais, como as realizadas pela Petrobras. Segundo ela, alguns investimentos da estatal estão atrasados não pelo adiamento na entrega de fornecedores locais, mas sim de fornecedores estrangeiros.
Os comentários de Dilma vêm dias depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciar crescimento de somente 0,2% da economia brasileira no primeiro trimestre de 2012.
A defesa feita pela presidente também acontece um dia depois de uma pesquisa do Banco Central junto ao mercado financeiro apontar queda na expectativa de crescimento econômico para este ano e para o ano que vem.
Front externo
Dilma revisitou ainda o tema da crise financeira internacional em seu discurso, e disse que o Brasil possui forças internas para fazer frente a essas turbulências.

Ela previu ainda um processo cada vez mais contínuo de crescimento do investimento a partir do segundo semestre deste ano. Temos uma política econômica consistente, assegurou.
Na avaliação da presidente, a crise do sistema bancário se sobrepõe à crise soberana dos países. Ela defendeu a adoção de medidas que mudem o padrão de crescimento e a visão que se tem dos processos de ajustamento.
A presidente fez ainda uma crítica ao resgate de setores bancários na zona do euro e voltou a defender o incentivo ao crescimento econômico como saída para a crise.
Nós sabemos que um país não sai da crise, pelo contrário, ele cria para ele mesmo uma armadilha, cada vez que ele corta o gasto, que ele para de investir, ele provoca o que está produzindo a Europa, disse Dilma, que questionou a eficácia dos 100 bilhões de euros anunciados no fim de semana pela União Europeia para ajudar bancos da Espanha.
Mais uma vez as autoridades da zona do euro respondem a uma crise que se aprofunda e que se torna uma crise quase crônica, respondem com 100 bilhões de euros de financiamento dos bancos, disse.

BNDES reduz taxas de juros para capital de giro

quinta-feira, 7 de junho de 2012


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, anunciou nesta terça-feira a redução de juros na principal linha de crédito para financiar capital de giro das empresas, o Progeren. As taxas passaram de 9 5% para 6% para micro e pequenas empresas. Para médias, passou de 9,5% para 6,5%. Já para as grandes e médias-grandes a taxa será de 8%, ante 10%.
De acordo com o presidente do BNDES, iniciativa é uma medida "anticíclica" para dar fôlego às empresas num período de crise, e faz parte dos esforços do governo para fomentar investimentos no Brasil. "Temos certeza de que será possível aumentar planos de investimento nos próximos meses", disse, em coletiva de imprensa na sede do banco.
Coutinho afirmou ainda ter indicações positivas de empresas de que os planos de investimento podem melhorar nos próximos meses. Segundo ele, esses sinais vêm do monitoramento que o banco faz de diferentes setores.

Governo anuncia medidas para fortalecer a economia

terça-feira, 3 de abril de 2012


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as novas medidas do Plano Brasil Maior vão fortalecer a economia brasileira, garantir crescimento sustentado e permitir que o País enfrente problemas da economia internacional. A declaração foi feita durante discurso na cerimônia de anúncio da segunda fase do Plano Brasil Maior, em cerimônia no Palácio do Planalto, da qual participam também os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), além da presidente Dilma Rousseff.

Mantega disse que o País está com média de crescimento de 4% do PIB nos últimos anos e “podemos crescer 4,5% este ano”. Segundo ele, os emergentes também terão redução do crescimento em 2012. “O PIB da China, da Índia e da Rússia vai diminuir”, afirmou. “O Brasil será um dos poucos que vai crescer mais em 2012″, completou. De acordo com o ministro, o País está próximo do pleno emprego, mesmo com crescimento mais moderado. Mantega disse ainda que “ao final deste ano, deveremos ter dívida de 35,7% do PIB”.

Mantega não apresentou medidas novas para combater a valorização do real, mas deu um recado: mais importante que as medidas já adotadas pelo governo para conter o “tsunami cambial”, são as medidas que o governo ainda pode adotar. Segundo ele, as ações sobre o câmbio são de caráter permanente. “Temos tomado medidas frequentes e continuaremos”, afirmou.

Lojistas apostam também em outras opções para Páscoa além do chocolate

Em meio ao tradicional corre-corre atrás dos chocolates e ovos de Páscoa, outras opções também agradam o consumidor para uma das datas mais importantes do ano. Roupas e calçados, segundo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul, Vitor Augusto Koch, são presentes que podem despontar como uma alternativa para aqueles que estão de dieta, não gostam de doces ou até mesmo buscam reforçar o guarda-roupa para estação mais fria do ano que se aproxima.

- As promoções são atrativas nessa época e a Páscoa tem potencial para se tornar cada vez mais uma data importante para o Varejo - enfatizou Koch.

A venda desses produtos pode também ser complementar aos ovos de Páscoa, numa estratégia de não fugir da tradição dos doces, mas também não exagerar nas calorias.

A estimativa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), é de alta nas vendas do varejo na Páscoa de 4% em relação a 2011. Apesar do otimismo o índice representa bem menos do que o conquistado no ano passado, quando as vendas cresceram 7,26%, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Maioria dos empresários pretende aumentar os salários em 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A maioria dos empresários brasileiros (92%) pretende aumentar o salário dos seus funcionários nos próximos 12 meses. Ao menos é essa a expectativa do IBR 2012 (International Business Report) da Grant Thornton, que consultou mais de 11.500 mil empresas privadas de 40 países do globo.
De acordo com o relatório divulgado na segunda-feira (30), o percentual é 18 pontos percentuais superior ao do terceiro trimestre e ficou bem acima da média global, estimada em 66%.
Dos donos e diretores entrevistados no Brasil que pretendem elevar os salários, 40% disseram que o aumento deve ser acima da inflação, 10 pontos a mais do que no último trimestre, informa o responsável pelo IBR na America Latina da Grant Thornton, Javier Martínez.
Ainda segundo ele, o fato se mostra muito positivo, já que assim a economia se manterá aquecida. “Os trabalhadores não perderão seu poder de compra”, diz.
Outros países
E no que se refere aos empresários de outros países, os da Tailândia (78%) e do Peru (52%) parecem ser os que mais esperam aumentar os salários acima da inflação.

O levantamento aponta ainda que as nações que mais pretendem elevar a remuneração de seus funcionários são a Argentina (100%), México (98%), Suécia (95%), Bélgica (90%), Canadá (88%), Índia (87%) e Austrália (85%).
“A retenção de talentos continua sendo um dos principais fatores que estimula os empresários a melhorarem a remuneração de seus colaboradores, lembrando que o mercado está cada vez mais concorrido”, diz Martínez.
Quanto aos mais pessimistas, destacam Grécia (4%) e Japão (24%), que apresentaram queda de 16 p.p. e 9 p.p. em relação ao último trimestre.
Comparativo de 2011
E para quem precisa de um comparativo, no consolidado de 2011, por exemplo, 84% dos empresários brasileiros esperavam elevar seus salários. Ou seja, 14 p.p. mais que o registrado em 2010, o que garantiu ao País a 10ª posição no ranking global, mas a última colocação entre os países latino-americanos.

Além disso, segundo a Grant Thorton, a expectativa se manteve positiva na maioria das economias pesquisadas, sendo liderada por Argentina (95%), Suécia (93%) e África do Sul (92%). Grécia (11%), Irlanda (17%) e Itália (22%) apareceram no fim da tabela.
Fonte: InfoMoney